quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Resenha 004: As Crônicas de Nárnia - O Sobrinho do Mago

Sabe aquele tipo de aventura que você lê e se sente parte integrante da história? É exatamente assim que me sinto sempre que leio As Crônicas de Nárnia! História essa que, alias, é de longe uma das minhas preferidas na vida! O Sobrinho do Mago, apesar de ter sido o último livro da séria a ser publicado (foi publicado pela primeira vez em 1955), é a primeira parte da história na cronologia das crônicas de Nárnia. Não é segredo para ninguém que as Crônicas foram escritas por C. S. Lewis com o objetivo de transmitir os princípios e valores cristãos que o autor acreditava, e é justamente por este motivo e por eu ser cristão que essa é uma das minhas histórias favoritas.

No livro "O Sobrinho do Mago", acompanhamos a história de como se deu a criação de Nárnia e as primeiras aventuras vividas neste novo mundo recém criado. Já no inicio do livro, somos apresentados a Polly e Digory, duas crianças que moram em Londres. Os dois se conhecem porque Digory se muda para a casa de seu tio André, que era vizinho a casa de Polly. Tio André era um homem muito estranho e misterioso, e vivia fechado em seu escritório, lugar este que ninguém podia entrar.

Pois bem, as duas crianças se tornam bastante amigas e passam a brincar e a se aventurar diariamente; até que em um determinado dia, os dois resolveram explorar um túnel que havia no sótão da casa de Polly, e nessa exploração eles foram parar no escritório do tio André. Ao entrarem no escritório, as crianças se deparam com estantes cheias de livros, com uma lareira, poltronas, e uma mesa. O que mais chamou atenção, no entanto, foram alguns anéis coloridos que estavam sob uma bandeja em cima da mesa.

As crianças foram surpreendidas pela presença do tio André, que os intimidou e não os deixou ir embora do escritório, e induziu Polly a colocar um dos anéis amarelos que estavam na bandeja. Após Polly colocar um anel amarelo no dedo, ela some repentinamente, e Digory então toma a decisão de colocar o outro anel amarelo que havia sobre a bandeja para ir atrás de sua amiga. A partir dai, Digory e Polly passam a viver a maior de todas as aventuras de suas vidas.

A história é extremamente cativante, e outros personagens importantes vão aparecendo ao longo do livro, como no caso da terrível rainha Jadis e do personagem central da criação do mundo de Nárnia: Aslan, o Leão!

A relação que C.S. Lewis faz entre Aslan e Jesus é maravilhosa! É muito claro perceber na figura do Leão o caráter, a bondade, o amor, e o poder de Jesus apresentados pela Bíblia. Outro ponto explorado pelo autor é o contexto histórico em que ele escreveu o livro: muito perto do final da
Segunda Guerra Mundial. No livro, ele procura trazer uma reflexão sobre o perigo que corremos como seres humanos de sermos o causador de nossa própria ruína e destruição final. O livro nos trás o apelo para que possamos repensar a forma em como temos nos relacionado com o mundo e com nossos semelhantes!

Enfim, é uma leitura que vale muito a pena de ser feita! Fica aqui a minha dica de leitura! =)

Informações Editoriais:
Gênero: Literatura Infanto-juvenil
Autor: C. S. Lewis
Ilustradora: Pauline Baynes
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 184 páginas
Ano de publicação no Brasil: 1997 (1ª edição)

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Resenha 003: O Menino que Nadava com Piranhas

Sabe aquele tipo de livro que já te conquista pela capa? Então, foi exatamente isso que aconteceu com O Menino que Nadava Com Piranhas, escrito por David Almond e ilustrado por Oliver Jeffers. Não foi apenas a capa que me conquistou; neste caso, a história também me pegou de jeito! 

O livro conta a história de um menino chamado Stanley Potts. Stanley mora com seus tios Ernie e Annie Potts, e ao iniciarmos a leitura, podemos dizer que ele levava uma vida bem normal. Mas a pacata vida de Stanley mudou completamente quando seu tio Ernie perde o emprego e decide montar uma fabrica de enlatar peixes dentro de sua própria casa. A coisa fica muito fora do normal, máquinas e máquinas são instaladas em todos os cômodos da casa, a ponto de o próprio Stanley perder o espaço de seu quarto e ficar sem lugar para dormir na casa. A situação já estava beirando o insuportável, até que uma atitude de tio Ernie (tem que ler para saber, se eu contar será um baita spoiler...) faz com que Stanley decida fugir de casa. Em sua fuga, ele decide viajar com uma trupe de circo, acompanhando Dostoiévski e sua filha Nitasha, donos de uma barraca de pesca de patos.

Como se já não fosse muita aventura para um menino de tão pouca idade, Stanley conhece no caminho um homem chamado Pancho Pirelli, um homem de circo que apresentava um número que deixava todas as pessoas de boca aberta: ele nadava em um tanque cheio de piranhas sem ser devorado ou atacado por elas! Stanley, muito impressionado com a apresentação, coloca como meta em sua vida que irá também realizar a proeza de entrar no tanque e nadar com as piranhas. Daí em diante, as coisas se desenrolam de uma maneira muito cativante e empolgante!

David Almond consegue nos prender com sua escrita, e a história consegue transitar facilmente entre a aventura, o drama, a comédia, e transmite muita sensibilidade em muitos momentos. As ilustrações de Oliver Jeffers acompanham a atmosfera da história, e ajudam muito na tarefa de nos proporcionar uma leitura ainda mais profunda através de seus desenhos. Leitura altamente recomendável. Fica ai então a minha dica de leitura! =)

Ilustração de Oliver Jeffers



Informações Editoriais:
Gênero: Literatura Juvenil
Autores: David Almond e Oliver Jeffers
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 246 páginas
Ano de publicação no Brasil: 2014